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sábado, 24 de maio de 2008

Promessas não cumpridas

Ai, ai! Eu mesma estou completamente decepcionada com esse blog! Não é preciso dizer que ele não está cumprindo, nem de longe, as atribuições, promessas, metas etc. Peço desculpas a quem lê (embora nem haja muito o que ler). Existem várias justificativas (tempo, isso e aquilo), mas isso não tem nada a ver. Vamos ver se a partir de agora o negócio vai em frente!

Lembrando que o objetivo do blog é publicar as iniciativas de intervenção social, principalmente as desligadas do poder público, seja cultural, social, etcmente.

Pelo que eu sei, existem, por exemplo, o Grupo Fauna, o povo do Ilê de Bamba, aquela moça que abre o espaço da sua casa para incentivar o hábito da leitura nas crianças. E também os artistas, as diversas bandas que estão por aí na luta, poetas, enfim. Vamos por toda essa gente aqui no Por Conta Própria! Outras iniciativas como o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral também entram na proposta do Blog. Além, claro, das manifestações isoladas, como protestos de uma maneira geral. Não esquecendo os veículos de comunicação comunitária e as associações de moradores, de classes (dependendo da classe, né!).

Enfim, vamo aê!

sábado, 17 de maio de 2008

E por aí afora...

Acadêmicos fazem ato em favor da reforma psiquiátrica - Diário dos Campos

‘Santana’ promove ações no calçadão - Jornal da Manhã

Projeto ‘Tom e Som’ valoriza artistas e conscientiza jovens - Diário dos Campos

Uepg desenvolve projeto ‘Tom e Som’ em escolas - Jornal da Manhã

Forte pressão para terminar o protesto - La Nacion

Movimentos para interromper as mudanças na América Latina - Agência Carta Maior

1968 (3) – A paz e a guerra - Agência Carta Maior

As artes plásticas na década de 1960 e maio de 1968 - Cultura e Mercado

Sociedade civil tem dificuldades para discutir com governos o combate à AIDS - Adital

Manifestações contra a extradição de paramilitares se intensificam - Adital

Dia internacional de combate à homofobia - Adital

Atos públicos marcam "Dia Internacional Contra a Homofobia" no Brasil - Folha Online

Povo Indígena Xukurú realiza Assembléia em Pernambuco - Adital

Adeus, Zumblick, vento terral - Caros Amigos

Assassinatos no campo: redução sustentável? - Plantados no Chão

Assentados distribuem alimentos em São Gabriel - Agência Chasque

Cinema em âmbito global para unir povos - Nova E

Mostra discute papel da educação na América Latina - MST

Linha Vermelha é liberada após manifestação - JB Online

Ação da Cidadania promove 'Dia do Come Livro' - JB Online

Centro Cultural da Gamboa abre para o I Fórum Cultura Negra - JB Online

Arte estimula debate e reflexão sobre trabalho escravo - Repórter Brasil

Abaixo-assinado pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo - Repórter Brasil

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Semana, Semana e Semana

Para situar um pouco melhor o que é a Semana de Integração da Resistência, segue o texto de Vitor Hugo Gonçalves, presidente do Centro Acadêmico do curso de Jornalismo da UEPG, sobre a história do evento

Resistir é preciso. Viver com dignidade é resistir!

Março de 2004. A frase estampada na faixa empunhada por estudantes acampados em frente ao campus central da Universidade Estadual de Ponta Grossa mostrava o que ninguém podia esconder: “Faltam 181 professores para o início do ano letivo”. Não bastasse a falta de docentes, o Governo Requião (PMDB) decreta o fechamento de 43 cursos nas Universidades Estaduais, que teriam iniciado no final da Era Lerner (PFL e Demos) sem condições estruturais. Oito dos quais eram da UEPG.

Os estudantes não podiam ficar alheios ao caos que marcava a Universidade naquele momento. Surge, então, um movimento de resistência, provando que quando os estudantes se mobilizam de maneira ousada e criativa, os resultados são imediatos.

Depois da criação do Acampamento Dois de Março (que dá origem ao Movimento), é criada a I Semana de Integração da Resistência, liderada pelo Curso de Jornalismo e com a força de diversos outros cursos. Debates, palestras, apresentações culturais e outras atividades objetivam criar um espaço inédito de discussão em defesa da Universidade Pública, apontando soluções para os constantes problemas enfrentados no cotidiano das instituições públicas de ensino superior do Paraná. Afinal, o jargão “Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade” merecia uma análise aprofundada.

Refletir, analisar, pensar, discutir, comentar, perguntar, responder, discorrer, entender, discordar, interferir, argumentar, concordar, falar, ouvir, sentir: tudo isso é resistir. E todas essas manifestações fazem parte da Semana de Integração da Resistência, que em 2008 registra a 5ª edição.

Nestes cinco anos, o evento se consolidou como um importante espaço de debate na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Enquanto muitos se preocupam em engolir seco, durante a passagem pela universidade, algumas técnicas escolhidas, a Semana de Integração da Resistência oferece aos participantes oportunidades inéditas de análise do mundo contemporâneo. (...)

Veja a íntegra do texto no site da V Semana de Integração da Resistência

domingo, 4 de maio de 2008

Estréia

Finalmente, hora de estrear esse espacinho aqui na net. Pensei em fazer uma festa de lançamento, mas eu não gosto de festas, então... Bem, começamos com uma cobertura especial da...

V Semana de Integração da Resistência


Realizada pelos alunos de Jornalismo da UEPG, a Semana traz esse ano o tema América Latina. Os dias 5 a 9 de maio prometem discussões importantes sobre essa gigante de culturas, diversidade, contradições e peculiaridades, da qual - maravilha! - fazemos parte! Palestras, oficinas, atividades culturais y otras cositas más espalhadas pelo campus central da UEPG na busca por um debate aberto e plural. Apareçam!!

Forma de mobilização

Com origem na mobilização estudantil, organizada pelos próprios alunos (que correm atrás dos palestrantes, do patrocínio, etc) e com o objetivo de gerar um debate amplo sobre a sociedade, a Semana se encaixa como uma das formas possíveis de mobilização social. Afinal, a universidade está aí para ser prestigiada e para gerar mudanças nas idéias, atitudes e iniciativas das pessoas, dentro e fora dela. Eventos amplos contribuem para a integração sociedade/universidade, ainda vistas de forma muito separada.

Os debates gerados a partir de uma área tão importante, seja cultural, econômica ou historicamente (entre outros mentes), como a América Latina, sempre terão como elemento importante todas as transformações que os movimentos sociais realizaram em solo latino-americano.

América Latina no contexto dos movimentos sociais.

Eliel Machado* - especial para o Por Conta Própria

Dos anos 1990 para cá, o subcontinente latino-americano viu-se convulsionado por algumas rebeliões populares, sem contar as greves, motins, bloqueios de estradas, ocupações de terra, massacres de desempregados etc. Isto é, a democracia instaurada juntamente com o projeto neoliberal vêm produzindo fortes tensões sociais.

Em países dependentes como os nossos, o neoliberalismo desfavorece a estabilidade política. Alguns exemplos: na Argentina, ao mesmo tempo em que Menem foi eleito, surgem os piqueteiros que têm como principal arma de luta o “bloqueio de estradas” e como bandeira o “emprego”.

No Brasil, com as eleições de Collor de Mello (1989) e de Cardoso (1994), o projeto neoliberal foi recepcionado por um movimento social relativamente recente, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que se destacou no cenário nacional como principal opositor à implantação das políticas liberalizantes. Sua principal bandeira é a reforma agrária e a arma de luta são as ocupações de terras improdutivas.

No México, o neoliberalismo ganha força com o governo de Miguel De La Madri (1982-1988) e, em seguida, com seu sucessor, Carlos Salinas de Gortari (1988-1994), ao assinar o Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos, deixando claro o engajamento do país aos propósitos neoliberais. A resistência popular foi imediata: o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), de armas nas mãos, tomou 38 municípios no primeiro dia de vigência do acordo (01/01/1994).

Em relação ao Equador, em 1986 os índios equatorianos fundaram a Confederación de Nacionalidades Indígenas del Ecuador (CONAIE) e, quatro anos depois, em 1990, ocorre o primeiro levante popular: milhares de índios paralisaram as estradas e acessos às principais cidades do país, exigindo do governo a solução para os conflitos de terras. Em 1997, um novo levante indígena destitui o presidente Abdalá Bucaram e, três anos depois, depõem Jamil Mahuad. Em 2002, vence o coronel Lucio Gutiérrez, apoiado pela CONAIE e outros movimentos sociais, mas renunciou em 2005 sob fortes protestos populares. Mais recentemente, a três de março de 2008, o atual presidente Rafael Correa teve seu território violado pela Colômbia que executou alguns guerrilheiros das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) juntamente com civis, entre eles, estudantes mexicanos.

A Colômbia, por sua vez, vive sob uma guerra civil que se arrasta por mais de 40 anos, sem previsão de seu desfecho. Por um lado, as FARC-EP lutam em nome do socialismo e controlam quase metade do território daquele país. Por outro, estão o governo, latifundiários e, como sempre, a CIA norte-americana. Não é muito difícil detectar a sua presença em outras partes desse tão subjugado continente: na Venezuela, ela forjou todos os meios disponíveis para destituir o governo eleito de Hugo Chávez. Mesmo tendo sido sufragado pelo voto em pelo menos duas oportunidades – sua eleição em 1998 e no plebiscito de agosto de 2004 que o confirmou na presidência do país –, os Estados Unidos não param de acusá-lo de ditador e aliado de Cuba. Quer dizer, seguem apostando na desestabilidade política do país.

E, por fim, uma palavra sobre a Bolívia: seu futuro político imediato parece incerto, pois as oligarquias do rico departamento de Santa Cruz de la Sierra não aceitaram a eleição de Evo Morales, líder camponês e indígena, do Movimiento al Socialismo (MAS), e promovem uma ação separatista, denominada “referendo da autonomia”, uma iniciativa ilegal, contrária à Constituição e à unidade territorial. As oligarquias bolivianas, com apoio dos EUA, estão se armando para um possível enfrentamento armado.

Em suma, pode-se dizer que se na América Latina há uma difícil convivência entre neoliberalismo e democracia, esta última tem vivido momentos de agruras, um verdadeiro mal-estar democrático.

* Coordenador do Grupo de Estudos de Política da América Latina (Gepal) - UEL – Londrina/PR

Expectativas

Portanto, mobilizemo-nos a partir dos exemplos latino-americanos! O primeiro passo é conhecer. Por isso, o Por Conta Própria será mais um espaço para a divulgação das atividades da V Semana de Integração da Resistência! Quem vai ou quem não vai estar lá, contribuam com a discussão através do blog. Leiam e comentem! Hasta la vista!

domingo, 13 de abril de 2008

Atribuição

Este blog se direciona para a disciplina de Webjornalismo, ministrada pela professora Doutora Maria Lúcia Becker, do curso de Comunicação Social-Jornalismo, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).